Outros Temperos
Saturday, February 07, 2009
Tuesday, March 13, 2007
Thursday, March 01, 2007
Thursday, February 22, 2007
Uma questão de sexo
Sinto-me sempre embaraçada quando me perguntam se queria que fosse um menino ou uma menina. Imagino que deve ser o mesmo tipo de embaraço que sentia quando me perguntavam se gostava mais da mãe ou do pai. Ou perguntar aos pais de qual filho é que gostam mais? Sinto-me o rato em frente da ratoeira, sabendo que aquilo é uma ratoeira...
Ou então aquelas pessoas que afirmam, com uma convicção absolutamente extraordinária, qual o sexo da criança, apenas pela visualização da minha cara, ou da minha barriga...
Monday, February 19, 2007
Hora H
O regresso do Herman foi triste. Pronto. Não gostei das personagens. Não gostei dos textos. Nem sequer consegui achar piada aos tiques dele que me fizeram chorar a rir no passado. Acho que a palavra exacta é saturação. Dele e dos que o rodeiam. A excepção só mesmo a Maria Rueff. O resto foi mais do mesmo.
Friday, February 16, 2007

Apareceu no mercado um "aparelho" que promete revolucionar o trabalho na cozinha.
"Esta ajudante de cozinha, imbatível, doze vezes patenteada, inovadora e sem rival, combina numa só máquina funções de dez processadoras. A Bimby tem capacidade para fazer quase tudo a uma velocidade inacreditável. Pica, rala, corta, bate, amassa, moe, tritura, pesa, emulsiona e cozinha! E......até cozinha a vapor e lava-se sózinha. (sózinha?) O seu manuseamento fácil e rápido torna-a o parceiro essencial na cozinha. "
Estão a ver não estão? Chegamos à parte do preço. Coisa pouca diz-me a demonstradora, face às potencialidades desta preciosidade, são uns mero mil euros... Desculpe?
A mentalidade portuguesa como ela é
Estão a sair para o mercado de trabalho os primeiros estudantes que terminaram os seus cursos restruturados segundo o Processo de Bolonha.
Segundo parece estas mudanças curriculares, ao nível dos métodos pedagógicos de ensino/aprendizagem, passando pela investigação científica entre outros teriam como objectivo criar um espaço europeu de ensino superior que facilitasse a mobilidade e a empregabilidade dos estudantes. Não esquecer que em termos práticos os cursos iriam sofrer uma diminuição na sua duração: as licenciaturas passavam de cinco para três anos. E os mestrados passariam a ser feitos em cinco anos. Mas aqui o que interessa era a qualidade e não a quantidade. Aliás aspecto que já toda gente estava farta de discutir. Já há muito se falava na necessidade de uma reestruturação no ensino superior português.
As matérias, os manuais, as próprias teorias educativas precisavam de ar fresco. Cursos enfadonhamente teóricos que não preparavam minimamente os alunos para o mercado de trabalho. Quantos alunos de direito sairam dos seus cursos sem saber escrever uma petição inicial ou sem nunca terem visto uma notificação? Casos destes há aos milhares. O que dizem os que tiram pós-graduações no estrangeiro? Que num ano lá fora aprenderam mais do cinco anos cá dentro.
No entanto o que é que acontece quando estes alunos, entram no mercado de trabalho actual? São vistos como alunos acabados de sair de cursos “menores”. Isto é quem andou cinco anos a queimar as pestanas, mesmo que tenha sido para agora não se lembrar de nada, nem que metade das matérias que tenham decorado não sirvam na prática para nada, é que são o máximo. Os actuais estudantes são uns nabos porque só tiveram três anos de curso. E portanto não podem querer receber os mesmos ordenados que os que tiraram os cursos antes do processo de Bolonha.
Palavras para quê?
As leis do mercado
Porque será que não me admira nada a nova oferta da família Azevedo pela compra das acções do Grupo PT? Afinal o Sr. Belmiro é perito nestas surpresas. A PT teve que se esmifrar para conseguir ter lucros de forma a que os accionistas não vendessem as acções. Os funcionários, claro está, é que pagaram. Suspenderam-se as carreiras, as formações, os aumentos, o investimento, pelo meio de alguns despedimentos sob forma de acordos mútuos de cessação de trabalho, enfim.
Mas em prol de quê? Em prol de meia dúzia de accionistas que nesta altura já ganharam mais de mil milhões de euros com a subida do preço das acções...
Grande parte destes grandes accionistas são entidades bancárias que também já apresentaram este ano milhares de euros em lucro.
Os trabalhadores portugueses, já não falo só nos que trabalham em empresas privadas, também os funcionários públicos, começam a perder, a olhos vistos, as regalias que a geração dos nossos pais lutaram tanto para conseguirem. Em prol de quê? Para sermos mais competitivos face ao mercado internacional? Qual mercado internacional? Com a China? Que quer estabelecer laços comerciais com Portugal porque por cá temos ordenados baixos? E não reclamamos?
Porque é que não estabelecemos laços comerciais com a França, cujo ordenado mínimo é de 1.250€? E prepara-se para subir para os 1.500, caso ganhe a candidata socialista, Ségolène Royal?
Thursday, February 15, 2007
Que bonito papel de parede

Vasco Araújo, Trabalhos para Nada, A Mulher que casou cinco vezes, 2007
Prémio BES PHOTO, no CCB, até 18 de Março."Utilizo sobretudo painéis, como se fossem bocados de parede arrancados do interior de casas. A primeira instalação tem como subtítulo A Mulher que se casou cinco vezes. Conta a história (inventada) de uma mulher que se casou cinco vezes, porque tem pavor de ficar sózinha."
Reportagem de Pedro Faro, na L+Arte Fev. 2007



